No ano passado (2025), a Valve surpreendeu o mercado de jogos, ao anunciar o seu futuro console de mesa: o Steam Machine. Dotado de um SoC AMD Ryzen customizado (e não poderia ser diferente), o equipamento possui especificações razoáveis para uma boa experiência em jogos Full-HD. Combinado com um sistema operacional capaz de extrair o máximo de desempenho da GPU, não há dúvidas de que a empresa irá alcançar o sucesso tão desejado. Porém, existe um sério problema a ser resolvido: o valor final do equipamento…
“The general theory is that Valve hasn’t told us the price because of the whole DRAM pricing situation, fair enough, things are pretty rough in that area. But that got us thinking: we’ve learned a lot about the cost of PC parts since Valve first announced the Steam Machine last November, so just how screwed is Valve when they launch the Steam Machine at some point this year? Based on everything we know, how expensive is this system going to be?”
— by TechSpot.
Tim Schiesser (editor do portal TechSpot) explica por que o novo Steam Machine da Valve ainda não tem preço e nem data de lançamento definidos em 2026. Embora o controle Steam Controller já tenha sido anunciado, a empresa evita divulgar detalhes do console principalmente por causa da instabilidade nos custos de componentes de PC, especialmente relacionados a memória RAM e ao armazenamento. Em termos de hardware, o Steam Machine terá especificações consideradas de básicas a intermediárias, para os padrões atuais: CPU AMD Zen 4 de seis núcleos, GPU RDNA 3 de entrada, 16 GB de RAM DDR5 e SSD de até 2 TB.
Esse conjunto seria adequado para um sistema acessível, mas não impressiona em desempenho quando comparado aos PCs para jogos ou consoles mais recentes. O grande problema é que os preços desses componentes subiram drasticamente desde o seu planejamento inicial. Memórias DDR5 e SSDs praticamente dobraram ou até quadruplicaram de preço, elevando significativamente o custo de produção. Só RAM e armazenamento já representam uma parte muito grande do custo total do dispositivo.
Somando CPU, GPU, memória, armazenamento e outros componentes, o custo estimado de fabricação pode chegar a cerca de US$ 850. Mesmo com descontos para produção em larga escala, ainda seria difícil vender o produto com lucro por menos desta faixa, colocando-o em concorrência direta com consoles premium como o PS5 Pro (que para variar, possui o preço subsidiado). Isso cria um dilema para a Valve: vender caro e ter baixa demanda, ou vender mais barato assumindo o prejuízo.
Além disso, a empresa precisa lidar com a incerteza futura dos preços dos componentes, o que dificulta definir um valor fixo para o console. Por isto, Schiesser acredita que a Valve está em uma situação complicada: o hardware pode ficar desatualizado antes mesmo do lançamento, enquanto os custos continuam altos. Independentemente da estratégia escolhida, o Steam Machine tende a chegar ao mercado com um preço pouco competitivo e menor atratividade para consumidores.
Daqui a 2 ou 3 anos (quando o meu PC desktop ficar velhinho), quem sabe? &;-D