Pois querendo ou não, esta é a realidade para aqueles que utilizam o navegador web Google Chrome! Se existe uma coisa que me deixa louco na administração de sistemas operacionais, seus aplicativos e serviços, é descobrir a existência de arquivos extras instalados sem o meu consentimento! Em sistemas GNU/Linux, faço questão de usar uma imagem ISO “netinstall” para instalar o básico do sistema e a partir daí, escolher à dedo os demais pacotes que farão parte dele. Já em relação ao Windows, bem: não há muito o que fazer…
“You may have recently seen viral PSAs floating around social media, such as this PSA thread by X user Pirat_Nation, warning that Google Chrome is silently downloading massive amounts of AI bloatware onto your computer. Some of these viral posts rely on fearmongering for engagement farming: While there’s some truth to the situation, there’s also a whole lot of context and nuance you should be aware of to properly understand what is happening and how you should react. The AI model is not spyware, and it isn’t a virus – in fact, it actually protects your privacy when you’re using AI features.”
— by Android Authority.
E a partir de agora, também terei que tomar conta de certas aplicações: usuários do Google Chrome notaram recentemente que o navegador está baixando um arquivo volumoso chamado “weights.bin”, que pode ocupar entre 3 GB e 4 GB de espaço no disco rígido. Localizado em uma pasta interna de dados do usuário, esse arquivo gerou discussões e preocupações em redes sociais, com alguns perfis classificando a prática como a instalação de “bloatware” sem o consentimento explícito de quem utiliza o software.
Apesar do tamanho significativo e do download automático, o arquivo não possui natureza maliciosa. Ele é, na verdade, o componente central para o funcionamento do Gemini Nano, o modelo de linguagem de grande escala (LLM) da Google projetado para rodar de forma local, no seu PC desktop ou portátil. Esse modelo permite que recursos de inteligência artificial generativa integrados ao navegador funcionem sem depender constantemente de processamento na nuvem.
A presença desse modelo local traz benefícios importantes para a privacidade, pois permite que tarefas de IA sejam processadas diretamente no PC desktop. Ao manter os dados no dispositivo, a necessidade de enviar informações sensíveis ou consultas de usuários para servidores externos é reduzida, garantindo que determinadas funções de assistência e otimização operem de forma mais segura e rápida.
O download automático ocorre porque estes arquivos são necessários para o suporte às suas funcionalidades modernas. Para muitos, a permissão para tais atualizações de componentes é concedida de forma genérica durante a instalação inicial ou em termos de serviço aceitos anteriormente. No entanto, o impacto no armazenamento local tornou-se um ponto de atrito para quem possui pouco espaço disponível.
Em suma, a situação reflete a nova estratégia da Google em transformar o Chrome em um navegador nativamente voltado para a Inteligência Artificial. Embora a falta de transparência imediata sobre o consumo de armazenamento tenha causado estranheza, a iniciativa visa equilibrar a oferta de ferramentas avançadas com a promessa de maior privacidade e menor latência por meio do processamento local.
Vejam o lado bom: ao menos, não é um software da Microsoft… &;-D