Por ter sido contratado (CLT) desde 2011, possuo uma conta no Santander para receber os meus proventos. Durante este período, confesso que não há muito o que reclamar desta instituição (embora, não tenha me tornado cliente dela por escolha própria). Até então, havia sido cliente do Bradesco (este sim, foi por escolha), que apesar de me entregar uma experiência melhor em diversos aspectos (atendimento ao cliente, suporte 24/7, acessibilidade, etc), acabou sendo deixado de lado em vista das boas experiências proporcionadas pelo Santander…
Porém, a TI evoluiu bastante e juntamente com a ascensão dos smartphones e do acesso móvel, passou a fazer mais sentido realizar todas as operações bancárias (aplicações e pagamento de contas) através dos apps. Estes últimos também se tornaram mais seguros e práticos de usar, embora as experiências de uso sejam exclusivas, de acordo com os seus respectivos bancos. Esta, é uma das vantagens ter “optado” pelo Santander em relação ao Bradesco (experiência móvel), ao mesmo tempo em que se tornou o seu ponto fraco, se comparado com as fintechs.
As fintechs (bancos digitais) são instituições que se diferenciam dos bancos tradicionais, por dispor de toda uma infraestrutura tecnológica “na nuvem” (dai, o nome) para oferecer os principais serviços, acessíveis através do uso de apps. Por serem digitais e autônomas, as agências físicas não são necessárias, o que na prática acaba trazendo mais vantagens do que desvantagens e assim, impactando de forma positiva nas experiências de uso. Em destaque, a baixa burocracia, a flexibilidade operacional e a oferta de serviços mais em conta.
Porém, o principal motivo pelo qual as fintechs (especialmente o Nubank) me chamaram a atenção, foi o fato de serem mais práticas e intuitivas para realizar aplicações financeiras. Elas trazem uma série de facilidades e conveniências através dos seus apps, além de oferecerem outros serviços interessantes. Não estou dizendo que os bancos tradicionais não ofereçam os mesmos recursos (muito pelo contrário), mas a percepção que tive (em relação ao uso do Santander e da Caixa Econômica Federal) é que os seus apps “não facilitam” a realização das aplicações nos investimentos desejados. Vou mais além: parece “de propósito”!
Já em relação as fintechs, a situação é bem diferente: descobri que estas startups não só dispõem de apps que trazem todas as facilidades e conveniências desejadas, como também oferecem uma série de serviços e opções interessantes, se comparadas com os bancos tradicionais. A começar pelas “caixinhas”, temos à disposição aplicações com rendimentos bem mais interessantes que a tradicional poupança e em alguns casos, até mesmo melhores que as opções de renda fixa oferecidas pelos bancos tradicionais (como é o caso das “turbinadas”). Dentre as fintechs, o Nubank foi a que mais se destacou em minhas pesquisas!
A sua caixinha turbo pode entregar um rendimento de até 120% do CDI, embora limitada a uma aplicação de até R$ 10.000,00. Apesar de não oferecer um ganho expressivo, ainda assim ela é bem interessante para manter uma reserva imediata. A seguir, também temos a possibilidade de contar com os planos da NuCel, a sua operadora de telefonia móvel virtual (MVNO), a qual oferece um novo plano de 10 GB a apenas R$ 10,00! No entanto, é necessário pagar pelo pacote de serviços Nubank+ ou ter movimentações no crédito que superem a faixa de 3 mil reais.
Por fim, o Nubank é a fintech que possui a melhor reputação no mercado, em vista de ser uma instituição bem consolidada no país, com +100 milhões de clientes e atrás apenas da Caixa Econômia Federal. Como já estou chegando na casa dos 50 e precisarei fazer algumas economias para ter uma aposentadoria mais tranquila, ela também se tornou interessante por dispor da sua corretora integrada de forma direta no mesmo app: a NuInvest. Não sei por qual investimento do Tesouro Direto irei optar, mas com certeza já sei onde vou fazer as operações financeiras. 😉
Aos poucos, irei migrando para o NunBank. Já abri a conta, pedi o cartão e criei uma caixinha e solicitei a portabilidade de salário, além de cadastrar um cartão de crédito virtual para realizar as compras e os pagamentos de serviços, embora o limite inicial de apenas R$ 200,00 “nem dê para o cheiro”. Nas próximas semanas, devo passar a realizar as movimentações necessárias para “ganhar a confiança” do Nubank e receber mais benefícios, especialmente o limite de crédito ampliado. Mais à frente, a migração para o plano de telefonia móvel e por fim, considerar as opções de investimentos oferecidas pelo Tesouro Direto.
Ainda assim, serei “obrigado” a manter o Santander como reserva… &;-D