Eis, a realidade: a Inteligência Artificial está “sacudindo” o mercado de TI! Em relação ao desenvolvimento de softwares, há tempos assistimos as empresas promoverem a codificação através do uso da IA generativa e assim, substituir a mão de obra especializada responsável por estas tarefas. Apesar destas mudanças terem causado a demissão de muitos programadores, isto não quer dizer que estes profissionais serão “extintos”: na prática, teremos profundas reformulações de suas funções, responsabilidades e aptidos, tornando-os auditores de código…
“The team behind RPCS3, the PlayStation 3 emulator, has taken action against “AI slop code” due to its impact on the emulator’s development. The team has reported that it has had to revert many “slop PRs” (pull requests) that caused major regressions within the PS3 emulator. RPCS3 now has official AI guidelines that set clear limits on AI utilisation. AI is not banned, but users are expected to disclose their AI use and to “fully own and understand all the code they submit”.
— by Overclock 3D.
A equipe de desenvolvedores responsável pelo RPCS3 (emulador de PlayStation 3), implementou novas diretrizes rigorosas para combater o que chamam de “código de IA de baixa qualidade” (AI slop code). Ela relatou que foi necessário reverter inúmeras solicitações de pull (PRs) geradas por IA, que causaram regressões significativas no emulador. Embora o uso de ferramentas de IA não seja proibido, os desenvolvedores agora exigem que os contribuidores divulguem o uso de IA em suas submissões e demonstrem total compreensão do código enviado. O objetivo é garantir a qualidade e a estabilidade do projeto, evitando o desperdício de tempo dos mantenedores na análise de código não testado e não verificado.
As novas diretrizes designadas pela equipe do RPCS3 estipulam que qualquer código gerado com o auxílio de IA deve ser claramente divulgado na descrição da solicitação de pull. Além disso, é mandatório detalhar os testes humanos realizados no código. A ausência dessa divulgação pode resultar no fechamento da PR sem revisão. Ela enfatiza que, para a manutenção e melhoria contínua do RPCS3, é fundamental que os contribuidores compreendam profundamente o código que estão submetendo, independentemente de sua funcionalidade aparente.
O RPCS3 permite o uso de ferramentas de IA para pesquisa e engenharia reversa, mas reitera que os contribuidores devem ser os proprietários e compreender a fundo todo o código que submetem. Todas as comunicações com a equipe, incluindo código, comentários de código e no GitHub, devem ser feitas por um contribuinte humano, e não por um agente de IA autônomo. Ela observou um aumento no envio de código gerado por IA não testado e não verificado, o que consome o tempo dos mantenedores e causam uma série de problemas para o software e seus usuários.
Em resposta àqueles que expressaram descontentamento com as novas regras nas redes sociais, a equipe do RPCS3 tem bloqueado os chamados “AI bros” (termo pejorativo utilizado para classificar os “defensores de IA”, algo equivalente aos “fanboys”). Eles defendem que as diretrizes são justas e razoáveis, visando aprimorar a qualidade das contribuições e otimizar o tempo dos mantenedores. Eles também incentiva os desenvolvedores a aprenderem a depurar, codificar e criar algo útil para a humanidade, em vez de apenas “vender lixo”.
Em suma, as diretrizes do RPCS3 não proíbem a utilização de IA, mas estabelecem um padrão de responsabilidade e transparência para os contribuidores. É esperado que o código gerado por IA seja devidamente documentado, compreendido e testado pelos desenvolvedores antes de ser submetido. Essa abordagem visa proteger o projeto de códigos de baixa qualidade e garantir que o RPCS3 continue a fazer progressos significativos, como o recente marco de 73,93% de todos os jogos de PlayStation 3 existentes, são perfeitamente jogáveis neste emulador.
Eis, a dia para os futuros desenvolvedores: estudem as melhores práticas! &;-D