… rodando de forma local em nossos desktops! Apesar de ser possível executar modelos de linguagens de forma local em nossos PCs desktops, na prática só poderemos utilizar aqueles mais leves (SLM), que por sua vez são limitados a até 7 bilhões de parâmetros. A partir daí, faz-se necessário realizar consideráveis investimentos em hardware, para dispor de todo o poder computacional necessário para dispor de IAs mais poderosas e assim, realizar atividades mais complexas. Mas no que depender da Nvidia e da Microsoft, isto irá mudar…
“NVIDIA GTC Taipei – NVIDIA today unveiled NVIDIA RTX Spark™, a new superchip that reinvents Windows PCs for the era of personal AI agents – offering a new class of computer that moves from tool to teammate. Designed for AI, creating and gaming, RTX Spark brings together 30 years of NVIDIA innovation – including NVIDIA CUDA®, NVIDIA RTX™, DLSS, FP4, NVIDIA TensorRT™, NVIDIA OptiX™, Reflex and G-SYNC® – to slim Windows laptops with all-day battery life and small, ultraefficient desktop PCs.”
— by Nvidia Newsroom.
A Nvidia e a Microsoft anunciaram uma colaboração para redefinir os PCs desktops com o lançamento do Nvidia RTX Spark, um novo superchip projetado especificamente para a era dos agentes de IA pessoais. Apresentado na GTC Taipei, o componente unifica as principais inovações tecnológicas da companhia em uma única solução integrada de hardware. Essa iniciativa visa transformar o PC desktop de uma ferramenta convencional de execução de aplicativos, para um verdadeiro assistente colaborativo integrado ao sistema operacional.
O superchip combina uma GPU Nvidia Blackwell RTX de 6.144 núcleos CUDA com uma CPU ARM Nvidia Grace de 20 núcleos de alto desempenho, interconectadas pela tecnologia NVLink-C2C. O desenvolvimento do processador contou com a colaboração da MediaTek, que contribuiu para garantir máxima eficiência energética e a conectividade avançada. Com suporte para até 128 GB de memória RAM unificada, o hardware é capaz de entregar 1 petaflop de desempenho em tarefas de IA, viabilizando o processamento local de modelos de linguagem complexos.
A integração com o Windows foi desenvolvida em conjunto com a Microsoft, para oferecer uma experiência nativa e segura para os agentes digitais. O sistema operacional contará com novas primitivas de segurança e com o ambiente Nvidia OpenShell, permitindo que os assistentes virtuais operem localmente de forma protegida e privada no dispositivo principal. Essa arquitetura permite que os usuários executem tarefas complexas por meio de comandos diretos, sem a necessidade de depender exclusivamente do processamento em nuvem.
Em termos de desempenho prático, a nova plataforma expande de forma significativa as capacidades para criadores de conteúdo, desenvolvedores e jogadores. O hardware possibilita a renderização de cenas 3D massivas de mais de 90 GB, edição de vídeo em resolução 12K e a execução local de grandes modelos de linguagem (LLM) de até 120 bilhões de parâmetros, com janelas de contexto estendidas. Para o público gamer, o chip garante a execução de jogos modernos de alta exigência gráfica em resolução 1440p com taxas superiores a 100 quadros por segundo.
Grandes parceiras de software e hardware já estão adaptando seus produtos para essa nova arquitetura. A Adobe está reconstruindo softwares como o Photoshop e o Premiere Pro do zero para extrair o dobro de desempenho gráfico e de IA no novo chip. Os primeiros notebooks finos com bateria para o dia todo e computadores de mesa compactos equipados com o processador serão lançados a partir do final de 2026 por fabricantes tradicionais como ASUS, Dell, HP, Lenovo, Microsoft Surface e MSI, seguidos posteriormente por Acer e GIGABYTE.
Será que teremos suporte para o Linux? Infelizmente, não acredito… &;-D