Lançado o kernel Linux 7.1! Mas desta vez, não houve tantos alardes…

… em comparação com as outras versões (polêmicas)! Ao menos, foi esta a impressão que eu tive, pois não me lembro de terem sido lançadas as edições release candidates (RCs) com maior frequência, as quais são prévias que nos possibilitam ver o andamento dos trabalhos realizados. Apesar disto, todo lançamento de uma nova edição do kernel Linux, traz novidades interessantes que valem à pena acompanhar (ainda que muitas delas sejam relacionadas à remoção)…

“Following Linux 7.0 in April and the stable point releases since, Linux 7.1 is now available as a major feature release in the 7.x series. You get a bunch of upgrades with this, ranging from a new NTFS driver that landed after four years of development all the way to a bugfix for a long-standing audio issue on the Steam Deck OLED. And, if you remember our reporting from a few months ago, then this release also formally drops i486 CPU support from the kernel build system.”

— by It’s FOSS.

O kernel Linux 7.1 foi lançado oficialmente como a mais nova versão principal de recursos da série 7.x, sucedendo a versão 7.0 que estreou em abril (há pouco mais de 2 meses). Embora o número da versão possa sugerir uma atualização menor, este lançamento traz um volume significativo de melhorias de desempenho e suporte para novas tecnologias, consolidando a evolução contínua do ecossistema de código aberto.

Entre os destaques mais relevantes está a inclusão de um novo driver NTFS para o sistema de arquivos, integrado após quatro anos de desenvolvimento, e a ativação por padrão do recurso Intel FRED (Flexible Return and Event Delivery). Essa mudança no FRED beneficia diretamente processadores de arquiteturas recentes, como a série Intel Core Ultra 3 “Panther Lake”, otimizando consideravelmente as cargas de trabalho pesadas de entrada e saída (I/O), como operações de rede, bancos de dados e processamento de áudio.

O gerenciamento de energia e o desempenho também recebeu atenção especial, com aprimoramentos significativos no driver amd-pstate para os chips modernos AMD Ryzen e EPYC, além de atualizações estruturais no driver de vídeo AMDgpu. Em paralelo, o suporte de hardware foi expandido substancialmente através da adição de compatibilidade nativa para 12 novos chips ARM (SoCs), de fabricantes como a Qualcomm e a NXP. Enquanto isto, os sistemas de legados se despedem oficialmente do suporte para a antiga arquitetura de CPU i486, que foi removida de forma definitiva do sistema, a partir desta edição.

Momento nostalgia: em 1996, comprei o meu primeiro PC desktop com CPU 486…

Para o usuário comum, a recomendação geral é aguardar que as respectivas distribuições disponibilizem a atualização de forma automatizada, uma vez que a instalação manual ou compilação do núcleo exige conhecimentos técnicos intermediários ou avançados. Sistemas de atualização contínua (Arch Linux) e distribuições que são frequentemente atualizadas (Fedora), devem receber a novidade em breve, enquanto plataformas focadas em estabilidade a longo prazo (Debian, Red Hat e Linux Mint) não devem adotar esta versão de imediately.

Este foi mais um lançamento monótodo, do jeito que Torvalds gosta! &;-D

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