… iniciando a minha carreira profissional na Metalurgia, pois já havia feito cursos no SENAI e obtendo a formação de Técnico em Mecânica (ETERJ), além de ter sido empregado pela Araújo Abreu Engenharia (empreiteira contratada pela Valesul). Inclusive, já havia publicado um artigo sobre o assunto no Guia do Hardware, que nesta época era comandado pelo lendário Carlos E. Morimoto. Bons tempos! Mas foi justamente graças a aquela máquina cinzenta, obsoleta e capada, que me dei conta de que as minhas aptidões profissionais eram outras…
A facilidade de lidar com PCs, além da paixão por TI e a habitual curiosidade que todo nerd possui, aos poucos me fizeram considerar a mudança de carreira profissional. Em vista da necessidade de realizar upgrades no equipamento (que havia sido comprado já defasado), fui “obrigado” a ler as revistas e os jornais da época especializadas no assunto, para entender como funcionava a arquitetura de um PC desktop e assim, realizar por conta própria a troca e a instalação dos componentes adicionais, sem depender de suporte técnico. Alguns anos depois, havia transformado o meu equipamento em uma máquina “de respeito”…
Em 1997, em vista das besteiras que fazia ao usar o PC, fui obrigado a reinstalar o sistema operacional e seus aplicativos em várias oportunidades, o que na prática me possibilitou conhecer a fundo o seu funcionamento. Na época, utilizava o Windows 95, com a sua licença adquirida através de um pacote combo que trazia junto, o Word e o Excel (inclusive, sabia “de cor” o número de série da licença de software). Mesmo trabalhando na Metalurgia, estes conhecimentos & habilidades foram fundamentais não só para a manuntenção do meu emprego, como também foram os diferenciais que me possibilitaram conquistar as promoções.
Em 1998, tive o meu primeiro contato com a tão badalada Internet, que na época já estava chegando ao público geral. Por já ter feito um curso básico de Informática há alguns anos, revisitei um amigo que me mostrou como fazer para acessar a web, me orientando a realizar tarefas que iam desde a configurar uma conexão discada, a usar o Internet Explorer para “navegar” na Internet. Apesar de ter gostado das experiências, por incrível que pareça não adotei o serviço, pois além de ter classificado como uma distração, ele ainda me obrigava a ocupar a linha telefônica, além de ter gastos adicionais que eu não queria arcar.
Mas foi em 1999 que a minha jornada tomou outros rumos. Tive o meu primeiro contato com os sistemas GNU/Linux. Na época, as revistas especializadas em TI ofereciam mídias de CD com uma diversidade de softwares para testar e uma delas, trazia o sistema operacional Conectiva Linux 3.0. E mais uma vez, o meu bom e velho PC de guerra foi utilizado para experimentar o sistema. Apesar das impressões iniciais não terem sido muito boas, ainda assim o sistema me impressionou bastante em virtude de sua leveza e estabilidade. Posteriormente, ele ficou lá esquecido em uma partição à parte e alguns anos depois, fui obrigado a trocar de equipamento, por já estar com +5 anos e obsoleto.
Depois dele, obviamente tive outros PCs desktops. De início, eles foram montados por mim (2002 a 2022) e posteriormente, passei a optar por máquinas “fechadas”, como foi o caso dos meus dois últimos equipamentos (Soyo e Lenovo). Durante este período, também me aventurei com os netbooks (2009 a 2015). Todos eles tiveram os seus altos e baixos, mas nenhum teve tanto impacto na minha vida quanto o meu primeiro PC desktop! Inclusive, ele também foi o único que comprei na época sem muito conhecimento técnico sobre hardware, apesar de lembrar até hoje das suas especificações técnicas (mal sabia as diferenças entre um 486 e um Pentium).
E se Deus quiser, o meu próximo PC desktop será um equipamento de ponta! &;-D