… Chromebooks? Pois este, é o objetivo! Durante anos, o ecossistema de portáteis do Google foi fortemente associado a dispositivos de baixo custo (para não dizer de qualidade “duvidosa”) e focados no mercado educacional. No entanto, com a chegada da nova era dos chamados Googlebooks, a empresa planeja romper totalmente com essa percepção: o plano consiste em lançar a nova plataforma exclusivamente com foco em dispositivos de altíssimo padrão, a partir do próximo trimestre…
“For years, the narrative surrounding Google’s laptops has been firmly rooted in the budget-heavy language. When most people hear the word Chromebook, their minds immediately drift to affordable, rugged plastic devices built for school classrooms or lightweight web browsing on a budget. Google and its hardware partners have certainly made plenty of excellent attempts to break into the premium tier over the years, but changing a long-standing consumer perception is a massive uphill battle.”
— by Chrome Unboxed.
Em uma entrevista recente, John Maletis (vice-presidente do Google), revelou que o objetivo central desta abordagem é garantir uma experiência inicial impecável. No passado, a leveza do sistema operacional permitia que ele rodasse em dispositivos básicos, o que muitas vezes resultava em uma primeira experiência lenta e frustrante para o consumidor final. Ao associar a marca diretamente ao segmento de luxo, a companhia busca estabelecer um novo patamar de excelência (e preço).
Para assegurar este nível de desempenho, foram definidas especificações técnicas básicas muito rígidas e inegociáveis, que os fabricantes parceiros precisam cumprir para utilizar o selo oficial. Estas exigências cobrem desde o uso de processadores de última geração (Intel Panther Lake, Snapdragon X Plus e chips topo de linha da MediaTek) até padrões elevados de memória RAM, velocidade de armazenamento e qualidade de teclados e trackpads.
Apesar do controle rigoroso para evitar a fragmentação e manter a consistência do ecossistema, o Google buscou o equilíbrio ideal para dar a liberdade de inovação aos fabricantes parceiros. Empresas de grande porte como a Dell, a HP, a ASUS, a Acer e a Lenovo, terão autonomia para aplicar as suas próprias identidades visuais e acabamentos premium nestes portáteis. Com isso, os novos modelos chegarão ao varejo com designs sofisticados e competitivos, em relação aos notebooks de ponta de outras marcas.
Por fim, a estratégia de começar pelo topo não significa o abandono completo da acessibilidade que historicamente, caracterizou todo o ecossistema! Segundo Maletis, o lançamento restrito à categoria premium serve para (inicialmente) consolidar a identidade visual, a capacidade de desempenho e os recursos avançados de Inteligência Artificial disponíveis de forma local no dispositivo. Com o tempo e a consolidação da marca no mercado, o planejamento prevê uma expansão gradual para faixas de preço mais acessíveis.
E algo me diz que os bons e baratos Chromebooks, irão “dançar” de vez! &;-D