Será que agora, vai? Em poucos meses, o Linux alcançou a incrível…

… marca de +7% em desktops! Apesar do lento, mas bom e contínuo crescimento dos sistemas GNU/Linux em desktops nestes últimos anos, ainda assim a sua presença no mercado continuava sendo bastante baixa, se mantendo na casa dos 4% por um bom tempo (e com algumas dificuldades). Por isto, acreditava que superar a marca dos 5% levaria um bom tempo para ser alcançada e inclusive, estava planejamento realizar uma nova publicação caso isto, fosse acontecer…

Mas para a minha (grande) surpresa, isto não só aconteceu de forma relativamente rápida, como também extrapolou as minhas expectativas: neste último mês (jul/2026), o portal Statcouter registrou a incrível marca de 7,51%! Confesso que quando vi este número, levou um bom tempo para “cair a ficha” e acreditar no que eu estava vendo. Sim, o meu nosso amado Tux deu um salto gigantesco. Porém, a minha euforia rapidamente se esgotou, dando lugar para a desconfiança e o ceticismo.

Como este salto (monumental) se deu? Já sabemos que uma série de eventos com certeza contribuíram para isto. A começar pela Valve, a empresa desenvolve o SteamOS, um sistema operacional baseado no Arch Linux, que utiliza o Proton como camada de compatibilidade, para rodar os jogos do Windows. Se antes, os gamers justificavam a impossibilidade de migrar para o Linux em vista da ausência dos jogos, agora a situação se inverteu de maneira inesperada: além disto ser possível, o Linux entrega uma performance superior na execução desta tarefa e por isto, algumas pessoas já estão migrando!

E o próprio Windows 11, colabora com isto de várias maneiras. Uma delas está no fato de exigir hardwares modernos e com uma boa quantidade de memória RAM para rodar, muitos usuários têm migrado para o Linux com o objetivo de manter os seus PCs desktops (mais antigos) em funcionamento, já que o suporte para o Windows 10 já venceu há tempos. Vale lembrar que com a atual crise dos semicondutores, o custo do hardware cresceu (quase que) exponencialmente e adquirir um novo PC desktop simplesmente deixou de ser uma opção, para muitos assalariados.

Já a outra, está na compatibilidade do próprio Windows para a execução de aplicações e serviços do Linux, através da implementação de um subsistema que executa uma instância do sistema dentro do Windows: o WSL (Windows Subsystem for Linux)! Se antes, era necessário criar uma máquina virtual (VM) para rodar uma distribuição e assim, contar com todos os seus recursos, agora basta realizar a implementação desta ferramenta (através do PowerShell) para tê-lo a disposição! Este recurso é particulamente muito útil para os desenvolvedores de softwares, os quais precisam desenvolver e testar projetos que funcionem em ambos os sistemas.

A seguir, também temos que levar em consideração as crescentes preocupações com a segurança e a privacidade. Neste aspecto, não só o Windows como também muitas aplicações e serviços da Microsoft (que são integrados neste sistema) fazem a telemetria de dados dos usuários, muitas vezes sem o seu consentimento. Migrando para o Linux, esta é mais uma dor de cabeça que nos livramos. Por fim, nem é preciso dizer que a cada atualização “de terça-feira”, existe boas possibilidades do sistema deixar de funcionar como deveria. Se é que realmente funcione…

No entanto, temos que levar em consideração que estas medições podem não ser exatas, já que se baseiam exclusivamente na contabilização de conexões a sites na Internet, estabelecidas pelas estações de trabalho. Além disso, determinadas regiões acabam influenciando nas contagens, como é o caso da Índia que possui 15% de seus habitantes utilizando Linux, ao passo que a América do Norte teve um súbito aumento de sua base de usuários, estourando pela primeira vez a barreira dos 10%. Mas de qualquer forma, não deixam de ser números relevantes.

E a saga, continua. Agora, é mirar na faixa dos 10% no mundo inteiro! &;-D

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