… do planeta? A disputa entre os principais modelos de linguagens largos (LLM) é enorme e atualmente, temos vários nomes de peso no mercado: GPT (OpenAI), Claude (Anthropic), Gemini (Google), DeepSeek, LLaMA (Meta), Qwen (Alibaba) e Grok (xAI), estão entre as principais que buscam a supremacia e o reconhecimento de suas capacidades! Embora o GPT seja (ainda) a minha preferida, existe outra que me chamou a atenção, em vista da sua força em áreas do meu interesse: programação, pesquisa científica e segurança da informação…
“Claude Fable 5.1 and Claude Mythos 5.1 are the same model, but with different levels of safeguards. Fable 5.1 is generally available, while Mythos 5.1 is available only through our trusted access programs; its safeguards are specifically designed to support work in cybersecurity and the life sciences. Alongside its increased capabilities, Fable 5.1 takes important steps towards addressing the feedback we’ve received from customers on price, data retention, and safeguards.”
— by Anthropic.
A Anthropic anunciou o Claude Fable 5.1 e o Claude Mythos 5.1, descritos como os modelos de linguagem mais avançados da empresa para programação e uso geral, com capacidades de pesquisa científica que sinalizam como a IA poderá contribuir para o avanço científico. Ambos são essencialmente o mesmo, diferindo apenas no nível de salvaguardas: o Fable 5.1 tem disponibilidade geral, enquanto o Mythos 5.1 só é acessível por programas de acesso confiável voltados a cibersegurança e ciências da vida. O lançamento também traz redução de preço (entre 25% a 45%) e um novo sistema chamado Enterprise Frontier Safeguards, que promete uma maior privacidade, no que concerne ao armazenamento de dados do cliente.
Em termos de desempenho, o Fable 5.1 estabeleceu novos patamares em benchmarks de programação agencial, pesquisa científica, raciocínio multidisciplinar e uso de recursos de hardware, superando as versões antigas em diversas métricas (o que já é esperado). Parceiros de acesso antecipado como Jane Street, Cognition, Millennium, MongoDB, Datadog e outros, relataram ganhos práticos, incluindo a identificação de bugs raros que engenheiros humanos não conseguiram resolver por anos e melhorias na qualidade da escrita e do código gerado.
Na área de pesquisa científica, a Anthropic destacou três exemplos: o design molecular, em que o Mythos 5.1 criou proteínas de ligação de alta afinidade validadas experimentalmente, superando resultados de competições externas; a criação de um mapa de elevação de alta resolução de um terço da superfície de Vênus, feito a partir de dados de radar da missão Magellan da NASA; e a otimização de modelos de aprendizado profundo usados em biologia computacional, acelerando-os em até 2,5 vezes e reduzindo custos de GPU significativamente.
Do lado de segurança, a empresa descreveu testes extensivos de riscos químicos, biológicos e cibernéticos. O Mythos 5.1 mostrou capacidades maiores que seu antecessor, mas ainda dentro dos limites de risco definidos pela Política de Escalonamento Responsável da Anthropic (por isso, mantém salvaguardas semelhantes às do Mythos 5). A empresa também relatou melhorias de alinhamento (menor tendência a burlar restrições ou usar raciocínio motivado) e novas medidas contra “destilação” não autorizada de suas capacidades por terceiros.
Por fim, o Fable 5.1 já está disponível para todas as plataformas, incluindo a Amazon Web Services (AWS), o Google Cloud Platform (GCP) e o Microsoft Azure, com preços de tokens de entrada e saída iguais aos do Fable 5, mas custos de cache reduzidos. Já o Mythos 5.1, permanece restrito a organizações verificadas nos EUA através dos programas Cyber Verification Program e Life Sciences Verification Program, com planos de expansão futura em coordenação com o governo americano.
Qual delas irá se sobressair? Só saberemos, daqui a alguns (bons) anos… &;-D