… através da loja online Steam! Porém, esta decisão não foi tomada assim “de uma hora para outra”, mas sim depois de um bom tempo ponderando entre as opções que terei, em um futuro não muito distante. Embora prefira os consoles como plataforma de jogos em vista da sua simplicidade de uso, baixo custo e boa oferta de jogos a preços relativamente acessíveis), na prática tanto a Sony quanto a Microsoft têm deixado a desejar na gestão de seus serviços…
Por parte da Microsoft, há tempos que o Xbox perdeu a sua relevância no mercado, em vista das más decisões estratégicas que vem sendo tomadas desde 2013. Neste ano, a empresa lançou um console com -50% de poder gráfico em comparação ao PlayStation, além de um aumento de 100 dólares por causa da inclusão de um acessório que ninguém queria. Anos depois, empresa decidiu promover o Game Pass a qualquer custo, adicionando jogos de qualidade questionável e canibalizando a venda dos exclusivos em prol do Day One. Sem contar ainda, a adquisição de uma série de estúdios que não trouxeram o retorno desejado (em jogos exclusivos).
Em vista disto, a divisão ficou em uma situação bastante delicada e por isto, efetivou Asha Sharma para substituir Phil Spencer, com o objetivo de promover uma profunda reformulação para toda a plataforma Xbox, trazendo assim muitas incertezas quanto ao seu futuro. Enquanto isso, a Sony consolidou o PlayStation como a plataforma de consoles dominante do mercado, dando-lhe toda a liberdade para cometer certos abusos por estar em uma posição muito confortável (pois isto é o que acontece quando uma empresa monopoliza o seu mercado). Por fim, a Nintendo ficou mesmo isolada das demais no segmento dos consoles portáteis.
Como podem ver, a plataforma PC se tornou o único refúgio desta “era sombria” dos jogos eletrônicos. E ao contrário das demais vigentes, os PCs desktops contam com uma série de vantagens que até então, não tínhamos. A começar pelos investimentos em hardwares, a diferença de valores entre os PCs poderosos e os consoles irá diminuir, pois tanto a Sony quanto a Microsoft projetam algo em torno de mil dólares para os seus futuros dispositivos. Além disso, podemos apostar em boas máquinas intermediárias, os quais possuem poder computacional de sobra para rodar os jogos atuais, mesmo nas mais altas qualidades.
A seguir, a Valve também terá um papel fundamental nesta migração “silenciosa”: além de dispor de uma incrível loja online (Steam), ela também tem feito grandes investimentos para tornar os sistemas GNU/Linux compatíveis com os jogos para o Windows. O seu sistema operacional SteamOS (baseado no Arch Linux) possui não só uma loja de aplicativos, como também a camada de emulação Proton integrada, que por sua vez é baseada no WINE. E mesmo que não façamos o uso deste sistema, basta apenas instalar o aplicativo da loja em sua distribuição favorita, para ter o Proton à disposição. Resumindo: NÃO preciso mais do Windows!
Por incrível que pareça, o próprio Xbox Series S será uma ferramenta que irá me ajudar na migração para os PCs desktops. Já “possuo” uma generosa biblioteca de jogos e por isto, pretendo curtir todos eles durante a vida útil deste console. Isto não só irá valorizar os investimentos que fiz, como também irá criar um espaço entre o fim do suporte para este console e o momento em que adquirir o meu PC para jogos. Um bom e modesto equipamento não só irá me possibilitar a execução dos jogos modernos, como também os jogos que já foram lançados neste intervalo de tempo, o que resultará em um equipamento com uma grande vida útil. Quem sabe, apostar até mesmo em um equipamento de entrada para isto?
Por ora, vou curtindo os meus jogos atuais e ao mesmo tempo, me despedindo da “era dos consoles”. Me desfiz do meu último PC para jogos lá em 2009 e nesta mesma época, havia comprado um PlayStation 2 e tempos depois, foi a vez do PS3 (adquirido pelo meu irmão) e PS Vita. Na metade de 2015, migrei de plataforma e fiquei um curto período de tempo no Xbox 360, adquirindo no final de 2016 o Xbox One S e por fim, o Xbox Series S no início de 2021. Este último se tornou um marco nesta era, por ter decidido abandonar as mídias físicas em prol das digitais e ao contrário de muitos saudosistas, não me arrependo desta decisão!
Até porque foi complicado vender todas as mídias que tinha na coleção… &;-D