A liberdade tem preço? Eis, uma pergunta que para ser devidamente…

… respondida, é necessário compreender todo o contexto! Na computação pessoal, infelizmente muitos usuários ainda estão presos ao ecossistema de softwares e serviços, que se formou em torno da Microsoft. O Windows se tornou o sistema operacional “onipresente” em desktops, ao passo que as empresas dependem muito da suíte de escritório Office para a gestão de documentos de escritório. E se não bastasse isso, ainda temos que lidar com os recursos e serviços que são integrados a estes softwares, os quais muitas vezes sequer solicitamos…

“I’ve been using Linux on and off for over 20 years at this point, I’d dual-boot for a few months, or always have a Linux VM or two spooled up on my Windows PC to keep abreast of the latest state of open-source operating systems. The first time I used Linux as my daily driver OS was during my postgraduate studies, where the little netbook I took to class could only handle Linux and not Windows.”

— by How-To Geek.

Sydney Butler (editor do portal How-To Geek), parte da sua própria experiência com os sistemas GNU/Linux ao longo de mais de 20 anos, desde uso ao lado do Windows (dual boot) até tê-lo como sistema principal, durante a sua pós-graduação. Butler reconhece que o Linux para PCs desktop evoluiu muito e hoje é uma alternativa real ao Windows! Mas por outro lado, ele também traz algumas ponderações importantes: apesar do Tux ser livre do “inchaço” (bloatware) que tem acompanhado as edições do Windows (especialmente o 11), ele também carrega outros tipos de “atrito” que podem ser igualmente irritantes.

Por incrível que pareça, o crescimento recente do Linux tem menos a ver com méritos próprios e mais com os erros da Microsoft, como a adição de recursos de IA impopulares e as atualizações que quebram o sistema, os quais têm ocasionado bastante insatisfação por parte dos usuários. No entanto, temos alguns méritos que vieram direto do seu ecosssitema, como a melhoria da compatibilidade de jogos via Proton/Steam, que removeu uma das principais barreiras à migração.

Ainda assim, Butler reconhece algumas vantagens genuínas de distros GNU/Linux populares: a ausência de publicidade, de telemetria ou de exigência de contas online, do maior controle sobre o sistema, bem como o menor consumo de recursos computacionais (CPU e RAM), o que torna possível a revitalização dos PCs mais antigos. Por outro lado, ele também observou que a Microsoft promete corrigir os problemas do Windows, o que poderia (em tese) reduzir a pressão para migrar.

Já os “atritos” do Linux, se manifestam de outra forma: o excesso de escolhas, em vista das múltiplas opções disponíveis. A quantidade de distros, de ambientes de desktop e de gerenciadores de pacotes (e outros sistemas de empacotamentos alternativos) gera uma enorme fricção e o tempo gasto para decidir por qual sistema usar, pode levar meses ou anos (neste aspecto, acredito que houve um certo exagero), ao contrário do Windows que é possível remover bloatware em uma única tarde (também tenho as minhas dúvidas em relação a isto).

Por fim, Butler conclui que a verdadeira troca está entre o controle e o esforço: em geral, o Linux oferece mais controle e flexibiliade de uso, mas exige em troca a maior responsabilidade, a experiência não unificada e o suporte comunitário informal (para distros não pagas), exigindo um investimento maior de tempo e energia para o aprendizado do que alternativas como o macOS, levantando a questão se esta, é apenas troca um tipo de fricção por outro.

Uma coisa é (quase) certa: aqueles que migram, não voltam tão cedo… &;-D

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