O LibreOffice é a principal suíte de escritório de código aberto disponível no mercado, buscando o seu espaço em um mundo monopolizado pelo Microsoft Office. E se não bastasse a forte concorrência nos desktops, ela também não possui uma boa presença em outros ambientes, como é o caso dos dispositivos móveis e nuvem: não há aplicações para rodar em dispositivos Android e iOS, além de não ser possível hospedá-la em provedores de nuvem (ainda). Mas no que depender da fundação responsável pelo desenvolvimento do LibreOffice, isto irá mudar em breve…
“The meetings, which took place April 20, April 22 and May 19, focused on discussing LibreOffice and TDF strategies for the evolving development landscape and the future of LibreOffice across all platforms – desktop, mobile, and cloud. Team roles were reviewed, and new assignments were proposed. Since 2020, the development of LibreOffice within the foundation focused almost uniquely on the desktop version of LibreOffice (and to a lesser extent, the Android viewer app) and that part will continue unchanged…”
— by The Document Foundation (blog).
A The Document Foundation (TDF) apresentou sua nova estratégia focada nas plataformas web e mobile para o LibreOffice, baseando-se nas minutas de reuniões realizadas entre a equipe e a diretoria durante os meses de abril e maio de 2026. Embora o desenvolvimento principal continue concentrado na tradicional versão para desktop (mantendo o ritmo de dois grandes lançamentos anuais), a organização reorganizou seus planos para atender à constante demanda por soluções em nuvem e dispositivos móveis.
O plano estruturado para o restante de 2026 estabelece metas técnicas prioritárias para o ambiente web e móvel sob uma nova liderança dedicada. Entre os principais objetivos tecnológicos está a otimização do protótipo baseado em Qt 6 e WebAssembly (WASM). Essa abordagem permitirá que o aplicativo seja executado nativamente de forma robusta dentro do navegador do usuário, eliminando a necessidade de sobrecarregar os servidores de hospedagem.
Para o segmento móvel, as metas envolvem avanços significativos no código da interface gráfica do usuário (GUI) e a realização de testes práticos em emuladores de sistemas Android e iOS. Adicionalmente, a fundação pretende iniciar testes práticos de edição colaborativa inteligente por meio de uma arquitetura cliente-servidor estável baseada em conexões TCP/IP diretas, servindo como base antes de avançar para pesquisas em redes ponto a ponto (P2P).
A implementação dessa estratégia exigiu uma redistribuição de tarefas internas e a previsão de novas contratações para dar suporte à equipe. Setores essenciais como segurança e gerenciamento de vulnerabilidades (CVEs) ganharam responsáveis dedicados e suporte de serviços como Coverity e OSS-Fuzz, demandando também a busca por um especialista adicional em controle de qualidade (QA), para garantir o padrão de qualidade desejado para a suíte de escritório.
Apesar das mudanças organizacionais, as atividades comunitárias, o suporte regional, o comitê de engenharia e os programas de incentivo como Google Summer of Code e Outreachy seguem sem alterações em suas diretrizes. O grande desafio da TDF se concentrará em expandir a presença do ecossistema para novas plataformas e aprimorar a usabilidade e a segurança, mantendo o suporte integral ao formato Open Document Format (ODF) e buscando preservar o fluxo de doações.
Que bom, TDF! Pois há tempos, venho utilizando mais as outras soluções… &;-D