Ao menos, em termos de recursos computacionais! No geral, as distribuições GNU/Linux são opções de sistemas operacionais leves e enxutos, se comparado com o Microsoft Windows. Mas isto não quer dizer que todas são aplicáveis a máquinas com poucos recursos computacionais (embora a maioria funcione bem). Este, tem sido o caso do Ubuntu, que apesar de ser uma das distros mais badaladas do universo do Software Livre, há tempos vem se tornando inchado e exigente…
“Ubuntu has been the default Linux distribution for anyone trying to move away from Windows. I remember trying it as a virtual machine more than a decade ago, when it required less than one gigabyte of memory to work. My laptop wasn’t as capable as you might think, with just 4GB of DDR3 memory running Windows 7 and the virtualization software. Later, I moved to a dual-boot setup, which let Ubuntu use the full system resources.”
— by XDA Developers.
Abhishek Kumar (editor do portal XDA Developers) relata em sua publicação original, que usava o Ubuntu desde os tempos de faculdade, quando a distro rodava tranquilamente em máquinas com pouca memória. Mas com o passar do tempo, o Ubuntu deixou de ser a opção leve e acessível que era: hoje recomenda pelo menos 6 GB de memória RAM e processador dual-core, tornando-se inviável para notebooks e desktops mais antigos com 4 GB de memória. Enquanto isso, o Linux Mint manteve-se mais enxuto, consumindo cerca de 1,3 GB de memória numa instalação nova, além de oferecer edições mais leves como XFCE e MATE.
Outro ponto central da crítica é o GNOME, ambiente padrão do Ubuntu, que o autor considera excessivamente minimalista e carente de recursos básicos, obrigando o usuário a depender de extensões para dispor de funções simples, como um bom suporte a tiling. Essas extensões frequentemente quebram com as atualizações do sistema, trazendo instabilidades (e desconfortos). Em contraste, o Cinnamon (padrão do Linux Mint) traz uma interface mais familiar, com barra de tarefas e menu inspirados no Windows, além de opções de customização e temas já integradas ao ambiente, sem depender de complementos externos.
Kumar também critica a forma como o Ubuntu lida com pacotes: o sistema Snap é instalado de forma praticamente forçada, mesmo quando o usuário tenta instalar algo via apt, o que gera maior uso de armazenamento e afeta o desempenho do sistema. Já o Linux Mint oferece o Flatpak como alternativa totalmente opcional, deixando a escolha do método de instalação nas mãos do usuário, sem imposições ocultas. De fato, o Ubuntu está se tornando uma espécie de Windows…
Por fim, ele também destaca a seleção de aplicativos padrão do Mint (destacando o Timeshift, o qual facilita a criação de snapshots do sistema), tornando a experiência mais completa. Ele conclui que o Linux Mint evoluiu de um clone do Ubuntu para uma alternativa robusta e independente, com múltiplas opções de ambiente de desktop, menor consumo de recursos, mais liberdade na gestão de pacotes e atualizações mais polidas. Na sua visão, estes são motivos suficientes para recomendar a troca para aqueles que estão insatisfeito com os rumos do Ubuntu.
Já para aqueles que estão insatisfeitos com os rumos do Windows 11… &;-D