Vida longa para os SSDs clássicos que ainda se baseiam no padrão…

… SATA? Através de algumas experiências de uso pessoal, Abhinav Raj (editor do portal XDA Developers) se deu conta de algo que há tempos, eu já sabia (há muito tempo): nem sempre as altíssimas velocidades nominais representam na prática, os altos ganhos de performance em comparação com outros produtos mais “modestos”! No caso dos SSDs SATA, muita gente torce a cara para eles ao saberem que em vista das limitações de transferência do barramento SATA III (550 GB/seg)…

“For the longest time, the allure of NVMe drives has always been their speed and responsiveness. And sure enough, most PCIe Gen 4 and Gen 5 drives deliver comfortably on that promise. However, “speed” means different things depending on what part of the OS experience you’re actually measuring. There’s a difference between how quickly your PC gets you to the desktop and how quickly it can move a 40GB file from one place to another. When it comes to the former, a well-chosen SATA SSD can pleasantly surprise you…”

— by XDA Developers.

Apesar da popularidade e do forte apelo comercial dos drives NVMe devido às suas altas velocidades, a experiência prática demonstra que os SSDs SATA ainda são extremamente competentes para executar sistemas operacionais. A percepção de que os modelos NVMe superam os SATA em todos os cenários é baseada principalmente em velocidades de leitura sequencial anunciadas nas caixas. No entanto, a inicialização de um sistema operacional como o Windows depende de leituras aleatórias de milhares de pequenos arquivos, um cenário no qual a tecnologia SATA ainda entrega um desempenho muito satisfatório.

Em testes práticos comparativos, a diferença de tempo na inicialização fria do Windows 11 entre um drive NVMe Gen 4 e um SSD SATA III foi de apenas cinco segundos, levando 9 e 14 segundos, respectivamente. Essa variação mínima ocorre porque o processo de boot e o carregamento de aplicativos ou jogos não exigem taxas massivas de transferência sequencial, mas sim uma boa resposta a demandas aleatórias de entrada e saída. Além disso, o processador muitas vezes atua como um gargalo na descompressão de arquivos, fazendo com que as velocidades extremas dos modelos mais modernos não sejam totalmente aproveitadas no uso cotidiano.

A decisão entre as duas tecnologias ganha ainda mais relevância diante do cenário econômico atual do mercado de hardware, onde os preços das memórias NAND subiram de forma considerável nestes últimos meses. Atualmente, os drives NVMe podem custar até 4x mais do que os equivalentes drivers SATA com a mesma capacidade! Essa diferença de preço torna difícil justificar o investimento extra para a maioria dos usuários, especialmente aqueles que estão montando um computador do zero e não pretendem realizar tarefas profissionais severas.

Dessa forma, a escolha deve ser pautada estritamente pelo tipo de fluxo de trabalho. Os drives NVMe continuam sendo a opção ideal para profissionais que lidam constantemente com edição de vídeos em alta resolução, virtualização ou transferência de grandes volumes de dados. Para tarefas comuns, como navegação na internet, jogos e inicialização do sistema, os SSDs SATA oferecem uma excelente relação custo-benefício, mostrando que a velocidade bruta no papel nem sempre se traduz em uma diferença perceptível no dia a dia.

Vida longa para os SSDs clássicos, que (ainda) se baseiam no padrão SATA! &;-D

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