… desta situação? Infelizmente, a grande maioria dos especialistas em TI vêem o momento atual como crítico para aqueles que desejam comprar um novo PC desktop (ou atualizar o equipamento atual), em vista da alta de preço dos componentes de hardware. Isto se dá, por causa dos grandes investimentos direcionados para as infraestruturas (datacenters) dedicadas à Inteligência Artificial: empresas de grande porte como Alphabet (Google), Microsoft, Amazon, Meta e Nvidia, gastam massivas somas de dinheiro para contarem com estes (preciosos) componentes…
Dentre eles, estão os componentes feitos de silício como os chips de memória RAM, os processadores (CPUs) e as unidades gráficas (GPU), além dos módulos de armazenamento flash NAND para SSD. Estes aumentos não só causam grandes impactos para as empresas e os usuários (que não tem como arcar os custos para a aquisição de novos equipamentos), como também o comércio de eletrônicos (que sofre com a queda de vendas dos produtos). Mas por incrível que pareça, uma série de oportunidades estão sendo deixadas de ser (bem) aproveitada!
A começar pela manutenção, os equipamentos atuais continuarão sendo utilizados por um bom tempo e naturalmente, eles virão a apresentar defeitos. Obviamente, eles necessitarão de intervenções para que possam continuar funcionando e neste cenário, as oficinas especializadas em montagem e manutenção podem faturar bem! Porém, boa parte dos estabelecimentos não possuem profissionais qualificados para atender a demanda, já que muitos deles se limitam a diagnosticar e trocar os componentes defeituosos, ao invés de realizarem o concerto em questão. Sim, precisamos mais de técnicos em eletrônica e não apenas de especialistas em TI!
A seguir, entra em cena a profunda reformulação do desenvolvimento de software. Há tempos, sabemos que o hardware evolui mais rápido que o software e por isto, muitos sistemas, aplicações e serviços, tiram proveito da grande fartura de recursos de hardwares que os equipamentos atuais, oferecem. A consequência disso, está na falta de ajustes e otimizações para o software em geral, que por sua vez passa a rodar de forma menos eficiente. E Sabendo que a atual base de hardware será renovada em um ritmo bem mais lento (em vista da alta dos preços), nem é preciso dizer que a otimização será uma regra para os próximos anos…
O cenário mais crítico está no segmento de jogos eletrônicos, os quais sofrem especialmente em vista da necessidade de contar com componentes de hardware de última geração, para dar conta dos títulos mais recentes. Fabricantes como a Nvidia, a AMD e a Intel, não só investem no desenvolvimento de unidades gráficas de alta performance, como também em tecnologias que visam trazer gráficos de alta qualidade e promover um incrível realismo, os quais demandam cada vez mais recursos computacionais. Inclusive, algumas engines badaladas também sofrem bastante com a falta de otimização, para rodar em hardwares mais modestos.
Por isto, acredito que veremos em um futuro não muito distante, teremos uma maior valorização do hardware. Seja ele um PC desktop, um notebook, um tablet, um smartphone ou até mesmo um console) será tratado com o devido “respeito”, no que concerne a sua utilização e conservação. Os usuários que adquirirem novas máquinas e/ou componentes, irão se focar em produtos que mais se enquadram às suas necessidades. E mesmo aqueles que por priorizarem o baixo custo acima de tudo, ainda assim poderão explorar as possibilidades de uso dos hardwares limitados, já que a indústria de softwares terá se adaptado até lá.
Então, estaremos prontos para esta nova era? Veremos… &;-D