… esta é a pretenção! Há +15 anos, utilizo o Debian GNU/Linux como a minha distribuição oficial para tudo, usando as edições Testing em meus PC desktop e optando pelas edições Stables em cenários onde a estabilidade e a segurança, são fatores essenciais. Mas esta dinâmica irá mudar, em vista do objetivo em atender a alguns interesses especiais, bem como a necessidade de promover o meu reposicionamento perante as principais distribuições GNU/Linux do mercado…
Embora o Debian continue sendo (na minha opinião) a distribuição universal, na prática ela tem deixado a desejar em alguns aspectos relacionados as minhas necessidades. A começar pelo repositório de pacotes, a sua política restrita de fornecer softwares 100% livres acaba trazendo algumas limitações, em termos de disponibilidade de softwares. Alguns aplicativos e serviços acabam sendo deixados de fora, o que me obriga a utilizar repositórios alternativos para fazer a sua instalação e não raro, executar este processo de forma manual.
Além disso, o Debian NÃO é uma distro rolling release, que se caracteriza por ser mantida com atualizações contínuas, ao invés de lançamentos de versões regulares. A cada 2 anos, o seu repositório de pacotes é “congelado” por um período de 6 meses, o que traz como inconveniente a disponibilidade de softwares defasados por um curto período de tempo. Em contrapartida, o Arch Linux é uma distro rolling release e entrega uma experiência bem mais tradicional se comparado com as distros modernas, obrigando o administrador a conhecer profundamente o sistema.
Com esta mudança, pretendo me “desvincular” aos poucos do Debian, com o objetivo de abrir espaço para outras distribuições e assim, me tornar mais versátil na administração de sistemas GNU/Linux em geral. Quando me submeti ao exame para obter a certificação CompTIA Linux+, me dei conta de que tinha um pleno domínio em conceitos relacionados às distros baseadas no Debian, mas deixava um pouco à desejar quando se tratava de distros baseadas no Red Hat. O simples fato de deixar de usar uma distro e passar a preferir outras (destacando-se o Fedora Linux, que há temos não tenho contato), irá “equilibrar” um pouco as coisas.
Já em relação ao Arch Linux, também quero resgatar um pouco das experiências marcantes que tive em meus primeiros anos de uso “definitivo” do Linux (a partir de 2002), quando passei pela tradicional fase das “ciranda das distribuições” (onde os usuários experimentam várias opções) e escolhi pelo Slackware, como a minha distro favorita. O Arch Linux e o Slackware são semelhantes em muitos aspectos e ambos compartilham a filosofia KISS (“Keep It Simple, Stupid”), no qual promove a máxima simplicidade possível e controle total do administrador.
Por ora, vou promover algumas experiências através do uso de máquinas virtuais (VMs), instalando o Arch Linux e realizando os ajustes e configurações iniciais, além de implementar o ambiente desktop e suas aplicações ao meu gosto. De início, vou priorizar a utilização de ferramentas que automatizam o processo de instalação e de configuração (como é o caso do archinstall), além de utilizar os pacotes pré-compilados que são os recomendados por padrão (ao contrário do Gentoo, que estimula o usuário a compilar os pacotes). Aos poucos (dependendo da disponibilidade de tempo) vou realizar as intervenções mais “drásticas”.
Quanto ao Windows, resta torcer para que não tenha muitos problemas para a gestão do particionamento dual-boot entre ele e o Arch Linux ou ainda, que eu tenha uma maior flexibilidade para resolver tais problemas, caso eles venham a acontecer. Há tempos, convivo com as atualizações do Windows “priorizando” o seu gestor de inicialização (ao invés do GRUB), me obrigando a acessar as opções de inicialização do UEFI para carregar o GRUB e assim, escolher o Debian. Pelo fato do Arch Linux priorizar a integração com ferramentas mais modernas (systemd-boot e efibootmgr), não precisarei lidar com estes processos de forma manual.
Arch Linux, Debian e Fedora: que trio de distribuições interessantes, não? &;-D