Está decidido: o meu próximo PC desktop será a máquina mais potente…

… que estiver ao meu alcance! Por +30 anos (desde jun/1996), fui “obrigado” a me contentar com PCs desktops de entrada e intermediários, em vista das minhas restrições financeiras (vulgo “pobre”). Até cheguei a montar algumas máquinas relativamente poderosas para rodar os jogos eletrônicos da época, mas geralmente optava por componentes intermediários e mais antigos, para obter a melhor relação custo vs benefício. Posteriormente, mesmo já tendo uma boa situação financeira, ainda assim preferi dispor de PCs de entrada, adotando os consoles para rodar os meus jogos preferidos. Mas daqui há 2 ou 3 anos, esta realidade irá mudar…

Sim, o meu próximo PC desktop será uma máquina top e tomei esta decisão, em vista de uma série de fatores. A começar pelo cenário atual, será bem provável que eu abandone os consoles de jogos, em vista do momento ruim que a plataforma Xbox atravessa. Além disso, o PlayStation se tornou uma opção inviável, em vista da Microsoft ter adquirido a ZeniMax e todo o seu conglomerado de estúdios e IPs, muitos dos quais são os meus preferidos e se tornaram exclusivos do Xbox. Ainda assim, existe a possibilidade de continuar nos consoles, caso da Microsoft lance um novo aparelho similar ao Xbox Series S, o qual me agradou bastante. Ao menos, manteria a “minha” bela biblioteca de jogos que adquiri ao longo dos anos.

Outro motivo pelo qual um PC desktop potente será fundamental, está no fato de que pretendo utilizar de forma massiva a Inteligência Artificial em determinados projetos pessoais, muitos deles envolvendo desenvolvimento de softwares com Python. Para isto, pretendo dispor da infraestrutura de hardware necessária, para rodar os grandes modelos de linguagem (LLM) de forma local e assim, ter um maior controle tanto da tecnologia quanto dos dados que ela irá processar. Inclusive, atividades relacionadas a análise de dados também serão realizadas (especialmente para Machine Learning), embora não seja o meu foco principal.

Para variar, as demandas profissionais também mudaram bastante, nestes últimos anos. Em vista do crescimento do ensino remoto, muitas vezes precisei de PCs desktops mais potentes para dar conta de determinadas tarefas, como a execução de máquinas virtuais (VMs) e outros softwares. Treinamentos voltados para as certificações da Cisco como o CCNA CyberOps e o CCNA Automation por exemplo, exigem o uso de VMs designadas exclusivamente para o estudo e a demonstração de tecnologias e serviços relacionadas a segurança e a automação, além do próprio Packet Tracer ser relativamente exigente, para simular redes maiores.

Por fim, eis o motivo mais “inusitado”: desfrutar da experiência de usar um equipamento de alta performance! Em breve, estarei completando 50 anos e conforme a nossa idade avança, as perspectivas em relação à vida como a levamos, mudam. Por isso, pretendo curtir um pouco mais os (bons) anos que me restam e como sou aficcionado por computação pessoal, dispor de um equipamento belo, potente e diferenciado, também seria bastante prazeroso! Inclusive, pretendo delinear o dispositivo com o objetivo de torná-lo o mais durável possível, trocando-o somente a partir de 10 anos. Até lá, talvez tenhamos alguns upgrades…

Mas isto, não irá acontecer antes de 2028. Além de fazer valer os investimentos financeiros feito no equipamento atual (pretendo ficar com ele por pelo menos 3 anos), a situação do mercado irá se normalizar somente a partir de alguns anos. Atualmente estamos vivendo uma crise no segmento dos semicondutores, em vista dos grandes investimentos que estão sendo feitos em torno da infraestrutura necessária, para acomodar o crescimento da Inteligência Artificial.

Inclusive, este também será o ano em que veremos uma nova geração de consoles, pois se eu decidir ficar (ou não) na plataforma Xbox, esta definição irá afetar as especificações técnicas do meu novo (e poderoso) equipamento: posso optar por um PC dotado de uma placa de vídeo potente (visando a execução de jogos) ou por uma APU dotada de um IGP potente e memória RAM unificada (visando a execução de modelos de IA). Até lá, também terei que definir estes e os demais componentes do sistema, priorizando aqueles que se adequam melhor a um gabinete elegante e compacto, visando também o bom consumo energético e a refrigeração eficiente.

Este, será o tema de uma próxima coluna (que não sei quando irá sair)… &;-D

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