GPD WIN MAX 3: será este o netbook dos meus sonhos? Em 2009…

… adquiri um portátil, que mudou as minhas impressões em relação a computação pessoal: o netbook Asus EeePC 900HD. Na época, o objetivo era contar com um PC desktop tradicional como máquina principal, ao passo que o portátil seria usado apenas para trabalhos externos (afinal de contas, este é o principal propósito dessas máquinas). No entanto, as experiências de uso o netbook foram tão boas que, combinada com a aquisição de consoles de videogame, me fez tomar a decisão de se desfazer do meu PC desktop, o qual ficou praticamente sem uso…

Durante um período de 6 anos (2009 a 2015) utilizei exclusivamente este netbook para as tarefas básicas do dia-a-dia, destacando o acesso a Internet e a edição de documentos de escritório, além de executar algumas aplicações e utilitários. Porém, em vista do baixo poder computacional desta classe de dispositivos, a sua utilização também foi bastante limitada, me obrigando a utilizar exclusivamente sistemas GNU/Linux e ambientes gráficos leves, como é o caso do Xfce. Por fim, a baixa resolução do LCD também limitou bastante, as possibilidades de uso.

Se não fossem estas (e outras) limitações, muito provavelmente eu teria ficado com ele por mais tempo. Tempos depois, montei o meu próprio nettop, o qual também foi bastante útil (e memorável) por +7 anos (2015 a 2022). Porém, já não era mais possível retornar para os netbooks, em vista destes portáteis perderem a sua força no mercado e não existirem mais. Felizmente, alguns fabricantes se dedicar a este mercado, construindo laptops ultra-compactos que apesar de não serem denominados netbooks, também trazem as mesmas experiências!

Dentre eles, destaca-se a chinesa GamePad Digital, popularmente conhecida pela sigla GPD. Esta empresa se especializou em ultra-portáteis dotado de recursos físicos para a execução de jogos, integrando joysticks, gatilhos e botões que só são encontrados em gamepads para consoles (daí, o nome da empresa). Embora não tenha o interesse inicial de rodar jogos nestes dispositivos, eles me chamaram bastante a atenção justamente pelo tamanho compacto e o design arrojado, se tornando uma excelente opção de portátil para o uso tradicional.

Dentre os equipamentos lançados, o mais recente deles é o poderosíssimo GPD WIN MAX 3! Por dispor de especificações técnicas de equipamentos avançadas, ele possui uma APU AMD Ryzen AI Max+ (Strix Halo, com até 16 núcleos computacionais) e seu respectivo iGPU AMD Radeon 8060S (com 40 Unidades computacionais). Além disso, a memória RAM é baseada no padrão LPDDR5X vai de 32 a 128 GB (8000 MT/s) e o armazenamento SSD NAND é baseado no padrão NVM3 2230 possui capacidade de até 4 TB, sem contar ainda as suas outras “qualidades”.

Porém, o GPD WIN MAX 3 possui um “defeito” que na minha opinião, é difícil de ignorar (em termos de design): a resolução de sua tela AMOLED! Mesmo com uma diagonal de apenas 9″, a alta definição de 2400×1504 peca em vários aspectos: é totalmente desnecessária (Full-HD já seria suficiente), encarece o produto e consome mais energia (embora não seja tão significante), sem contar ainda a definição incomum, que (talvez) possa trazer problemas de compatibilidade com determinados jogos, caso sejam configurados para utilizar a resolução nativa.

Como se trata de um produto que terá variantes em termos de especificações técnicas, torço para que os modelos mais acessíveis sejam lançados e assim, tragam definições que além de serem mais adequadas para este perfil de dispositivo, também tenham preços mais em conta. Em geral, estes dispositivos não saem por menos de US$ 1.500,00 e nestes tempos em que componentes como processadores, memória RAM e armazenamento SSD estão mais caros (em vista da crise do silício causada pela expansão da IA), eles seria muito bem vindos!

GPD WIN MAX 3 ou Framework Desktop? Convenhamos: que decisão difícil… &;-D

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