… da minha vida profissional, tive contas em diversas instituições bancárias: o Nacional e o Real (que já encerraram as suas atividades e/ou foram vendidos), o Bradesco, o Santander, a Caixa Econômica Federal e o Nubank. À excessão destes dois últimos, o principal motivo pelo qual foi feita a abertura de contas nos demais bancos foi profissional, para ter acesso a conta-salário e receber os meus proventos. Os dois primeiros, mal me lembro deles (já que nesta época, eu era menor aprendiz e me limitava a receber a ajuda de custo)…
Já em relação ao Bradesco, este foi o primeiro banco em que realmente passei a usufruir dos serviços oferecidos por estas instituições, destacando-se o cartão de crédito e a poupança. Apesar do Bradesco ter uma reputação questionável em relação a prestação de serviços e a qualidade dos atendimentos (até os dias de hoje está entre os bancos com o maior número de reclamações), posso dizer que fui um feliz cliente desta empresa. Tempos depois, resolvi encerrar a conta neste banco e passei a utilizar apenas o Santander, pois na época havia sido efetivado e a minha empresa atual faz o depósito dos proventos através dele.
De início, até que não tive muitas dores de cabeça com este banco. Posso até me aventurar a dizer que a instituição me surpreendeu de forma positiva, pois além de manter o mesmo padrão de atendimento que já havia experimentado no Bradesco, foi através dela que passei a fazer o uso dos apps de smartphones (depois de resistir por muitos anos, por falta de confiança). Mas infelizmente, passei a ter uma série de problemas ao longo dos anos, que culminou no completo abandono desta conta (da minha parte), já que não posso cancelar em vista da necessidade de receber salários por ela (ainda que eu já tenha feito a portabilidade).
O primeiro problema estava relacionado a uma cesta de serviço que por sua vez, oferecia um rendimento automático atrelado a uma taxa de juros para saldos mantidos “parados” na conta corrente. Posteriormente, me dei conta de que os rendimentos haviam sido reduzidos de forma considerável, em vista do banco ter feito alterações no contrato deste serviço em prol de uma redução dos dividendos oferecidos para os clientes. Isto gerou muitas reclamações na época e por isto, decidi abrir uma conta na Caixa Econômica Federal e manter as minhas economias separadas, já que não confiava mais nesta instituição para este propósito.
Mas o pior, estava por vir: esta ocorrência me fez perder a credibilidade que tinha nos CDBs, em vista das práticas (abusivas) do Santander e da associação da taxa de juros com a SELIC (se não me engano). Além disso, tais taxas estavam baixas nesta época e a falta de informações claras sobre estes investimentos, os descontos do imposto de renda e as taxas administrativa cobradas pelo banco, tornavam o seu rendimento apenas um pouco acima da “boa” e velha poupança. Por isto, acabei me tornando avesso ao CDB e preferi a tradicional poupança (que apesar do baixo rendimento, não tinha todas estas complicações), o que me fez perder boas oportunidades de bons rendimentos nos anos seguintes.
Mais à frente, também tive problemas com os cartões de crédito, destacando-se a impossibilidade de realizar compras internacionais por um determinado período de tempo (pois precisava disso para pagar pelos exames de certificações de TI), a realização de algumas compras feitas por criminosos (que posteriormente, foram revogadas) e a impossibilidade de reduzir os limites de crédito (um recurso indispensável para dificultar a vida dos criminosos). E até mesmo o app de smartphone também deixou a desejar, se mostrando bastante ineficiente para o uso no dia-a-dia: a sua usabilidade é tão limitada, que a impressão que se dá é que a empresa o fez de forma proposital, para dificultar a sua utilização.
A gota d’água foi a partir do momento em que um misterioso desconto de R$ 98,70 apareceu, referente a contratação de um cesta de serviços que (eu saiba) não me lembro de ter feito. Nos meses anteriores, este valor era cobrado e ao mesmo tempo devolvido devido a uma “economia por relacionamento” (o que não aconteceu neste último mês). Por isto, fiz uma reclamação no portal Consumidor (.gov) e consegui obter o reembolso do valor cobrado. Mas a esta altura do campeonato, já estava ciente de que não dava mais para confiar (mesmo) no Santander. Então, transferi as economias remanescentes por completo para o Nubank e zerei a conta!
A partir de agora, vou evitar ao máximo usar o Santander. Ainda tenho algumas parcelas do cartão de crédito para pagar (e a M**** do app só permitiu antecipar uma das parcelas remanescentes) e obviamente, farei isto pelo app do Nubank. Mesmo assim, ainda continuarei acessando a conta via app, para monitorar o seu status e realizar as configurações para a redução de limites e desativação de outros serviços, com o objetivo de evitar surpresas desagradáveis. Inclusive, já fiz o bloqueio do cartão de crédito/débito, já que não vou mais usá-lo. Como não posso simplesmente cancelar esta conta-salário, bem: não há muito o que fazer.
E rezar para que o Nubank também não me traga aborrecimentos. Senão… &;-D