… o Linux! Esta, não é a primeira vez que um setor público do país tentou se livrar do Windows em prol do Linux. Em oportunidades anteriores, tanto a cidade de Munique quanto o estado da Baixa Saxônia, não obtiveram o sucesso desejado no processo de migração. Na época, os principais fatores que inviabilizaram a migração foram a rejeição dos funcionários (“acostumados” com o Windows), os problemas de compatibilidade e principalmente, a falta de aplicações. Sob este último aspecto…
“When I hear a government talk about ditching Microsoft for Linux, I’m usually prepared for the same sequence: a press conference, a few years elapse, and then somehow things get reversed without anyone really covering it. This was the pattern in Munich with LiMux. Naturally, it’s the exact sequel that I expected when Schleswig-Holstein announced in 2024 that it would move a workforce of roughly 30,000 away from Windows. But this turned out to be different…”
— by MakeUseOf.
O estado alemão de Schleswig-Holstein está conduzindo uma das maiores transições tecnológicas institucionais da atualidade, visando libertar sua infraestrutura governamental de dependências corporativas. Embora o projeto seja amplamente conhecido pela cifra de 30.000 computadores pessoais migrando para o Linux, a iniciativa vai muito além de uma simples troca de sistema operacional, abrangendo a substituição planejada de todo o ecossistema de softwares ao redor.
A atenção do público e da mídia se voltou para a marca dos 30.000 PCs devido à grandiosidade logística de atualizar essa frota de estações de trabalho de uma só vez. No entanto, o diferencial dessa estratégia reside justamente no fato de que o sistema operacional está sendo o último elemento a ser substituído, ao contrário de tentativas frustradas do passado em outras regiões.
Antes mesmo de mexer no sistema operacional dos 30.000 computadores, a administração pública já havia descontinuado algumas das ferramentas centrais da Microsoft. O sistema de correio eletrônico migrou para Open-Xchange e Thunderbird, abrangendo mais de 40.000 caixas de correio e 100 milhões de registros, enquanto o armazenamento de arquivos e a colaboração passaram a utilizar o Nextcloud e o LibreOffice, respectivamente.
A transição dos 30.000 PCs também exige lidar com complexos procedimentos administrativos internos, os chamados Fachverfahren, que tradicionalmente dependiam de soluções proprietárias como o Microsoft Access. Para contornar isso, ferramentas baseadas em plataformas de código aberto de baixo código vêm sendo adotadas para modernizar e descentralizar esses fluxos de trabalho do governo, facilitando todo o processo.
Apesar dos investimentos iniciais necessários para treinar equipes e adaptar sistemas, a transição dos 30.000 computadores já demonstra economia significativa em taxas de licenciamento e garante maior soberania digital ao estado. Ao fragmentar a dependência da gigante tecnológica em várias frentes, a administração busca evitar retrocessos políticos e operacionais que no passado, comprometeram projetos semelhantes.
E aos poucos, o Linux vai chegando na casa dos 9% dos desktops… &;-D