Fundador das distros CentOS e Rocky Linux “criou” um novo kernel…

… Linux baseado em Rush e com a ajuda da IA, em apenas 11 dias! Dentre as áreas mais impactadas pela ascensão da Inteligência Artificial, está o desenvolvimento de softwares! Ferramentas como o Claude Code, o ChatGPT Codex e o Gemini Code Assist, já são capazes de escrever um grande volume de códigos com base em solicitações (prompts) dos engenheiros, além de fazer os testes e as revisões pontuais. Inclusive, reescrever bases de código em outras linguagens…

“Gregory Kurtzer, founder of CentOS and Rocky Linux, has unveiled Ginux, an experimental operating system kernel written mainly in Rust and developed with AI assistance in 11 days. Unlike Linux distributions, Ginux uses an independent kernel designed to run existing Linux userspace applications without relying on the Linux kernel. The project was developed as an experiment in what Kurtzer calls Human-Directed Agentic Engineering, a methodology where a human developer defines architecture, requirements, constraints, and acceptance criteria, while an AI coding agent handles implementation, testing, debugging, and revisions.”

— by Linuxiac.

E foi basicamente isto, que Gregory Kurtzer (“criador” das distros CentOS e do Rocky Linux, clones baseados no Red Hat Enterprise Linux), fez: ele apresentou o Ginux, um núcleo de sistema operacional experimental desenvolvido na maior parte em Rust e com o auxílio de IA, em um intervalo de apenas 11 dias! Diferente das distribuições convencionais, o projeto consiste em um kernel totalmente independente projetado para executar softwares de espaço de usuário já existentes e voltados para o ambiente corporativo e de servidores, sem depender diretamente do código-fonte tradicional do kernel Linux.

A concepção do projeto baseou-se em uma metodologia pioneira denominada “Engenharia Agente Direcionada por Humanos”, na qual um desenvolvedor experiente assume o papel de arquiteto para estipular os requisitos, as restrições e os critérios de aceitação, enquanto um agente de programação autônomo executa a implementação massiva, os testes, as correções de bugs e as revisões contínuas, ao longo de todo o processo construtivo.

Apesar da brevidade do ciclo de desenvolvimento, a infraestrutura gerada conta com gerenciador de memória, escalonador de tarefas, modelo de processos, sistema de arquivos virtual, pilha de rede e uma camada robusta de compatibilidade com a interface binária de aplicações do Linux. Essa estrutura demonstra capacidade técnica suficiente para inicializar diretamente via UEFI em arquiteturas x86-64 e executar binários não modificados, incluindo cargas de trabalho complexas baseadas em distribuições populares.

Embora o protótipo represente um marco notável no uso de agentes autônomos para a criação de software de sistemas de alta complexidade, o próprio idealizador ressalta que a tecnologia permanece em um estágio inicial de pesquisa, exigindo aprimoramentos significativos em termos de suporte a hardwares variados, cobertura de chamadas de sistema e consolidação dos mecanismos de segurança antes de qualquer adoção em ambientes produtivos.

Pelo visto, até Linus Torvalds ficará sem emprego (se é que precisa)… &;-D

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