… depender dos entusiastas do Software Livre, em breve veremos isto! Apesar dos avanços tecnológicos proporcionados para as unidades gráficas desenvolvidas pela Intel, ainda assim elas estão bem atrás das GPUs concorrentes (concebidas pela Nvidia e AMD), em relação ao suporte a drivers e outros componentes de softwares, para o seu funcionamento. Na plataforma Windows, bem: não há muito o que fazer. Já em relação aos sistemas GNU/Linux, a situação é bem diferente…
“A new open-source project is helping Linux users experience low-latency gaming regardless of their GPU vendor. Called low_latency_layer, the project brings Nvidia Reflex and AMD Anti-Lag 2 support to AMD and Intel GPUs on Linux, expanding their reach to previously incompatible hardware. Developed by Korthos-Software on GitHub, low_latency_layer adds a Vulkan layer that implements…”
— by CLUB386.
Um novo projeto de código aberto chamado “low_latency_layer” irá permitir que os usuários de sistemas GNU/Linux usufruam de tecnologias de redução de latência nos videogames, independentemente da marca da sua placa gráfica. Desenvolvido pela Korthos-Software e hospedado no GitHub, este projeto visa disponibilizar o suporte para o Nvidia Reflex e o AMD Anti-Lag 2 em GPUs da AMD e da Intel (como as Intel Arc), contornando as restrições exclusivas de hardware que geralmente, limitam a utilização destas ferramentas às suas respetivas marcas.
O funcionamento do projeto baseia-se na adição de uma camada Vulkan que implementa as extensões de dispositivo “VK_NV_low_latency2” e “VK_AMD_anti_lag”. Ao contornar o suporte oficial ao nível do controlador (driver) e ao expor estas tecnologias diretamente ao jogo através de Vulkan e DXVK-NVAPI, o software torna o Reflex e o Anti-Lag 2 agnósticos em termos de hardware. Contudo, para que a otimização resulte, é necessário que o próprio jogo já traga uma destas tecnologias integrada no seu motor gráfico nativo.
Em termos práticos, esta solução equilibra o cenário competitivo, uma vez que a tecnologia Reflex da Nvidia é substancialmente mais adotada pela indústria de jogos eletrônicos do que a alternativa da AMD. Os testes realizados pelo próprio programador em títulos de peso como Counter-Strike 2 e Cyberpunk 2077 (utilizando uma gráfica AMD Radeon RX 7900 XTX) revelaram uma melhoria clara na latência de renderização. Surpreendentemente, os resultados com esta camada superaram não só a implementação padrão em Linux (Mesa), mas também o desempenho oficial registado no sistema operacional Windows.
Apesar dos benefícios promissores (especialmente apelativos para jogadores de eSports que dependem de cada milésimo de segundo), o projeto apresenta uma barreira à entrada: o seu processo de instalação. Ao contrário da facilidade “plug-and-play” encontrada no ecossistema Windows, a configuração no Linux exige a execução de linhas de comandos e várias manipulações de arquivos no sistema. Ainda assim, para mitigar essa dificuldade, o projeto disponibiliza uma documentação detalhada com guias passo a passo para orientar os utilizadores.
Mas nada como um bom script escrito em Bash, para resolver o problema… &;-D