OpenAI lança uma edição “irada” do ChatGPT para adolescentes! Será…

… que ela vai funcionar “na moral”? Brincadeiras à parte, lidar com o público jovem e adolescente é um desafio e tanto! Por incrível que pareça, a falta de maturidade e a impulsividade não são os maior problemas ao lidarmos com os estudantes nesta faixa de idade e sim, o vocabulário limitado que por sua vez, restringe o entendimento e a compreensão de conceitos e idéias, em vista da necessidade de usar palavras e termos técnicos sofisticados. Por isto, muitas vezes temos que “traduzir” o significado das pesquisas que eles realizam na Internet e, sabendo que muitas destas são feitas através do uso de IA…

“OpenAI has launched ChatGPT for Teens, a version of its chatbot aimed at users aged 13 to 17. Teens who say they are in this age group, or who the system estimates to be under 18, are automatically placed into this version. It adds learning tools, content filters, and more parental controls. OpenAI is also working with CodeAI to help teens and educators learn how to use AI. This release builds on earlier efforts from OpenAI, such as parental controls, an under-18 model specification, and age prediction features.”

— by gHackers.

A OpenAI lançou o ChatGPT for Teens, uma versão do chatbot voltada para jovens usuários com idade de 13 a 17 anos. Adolescentes que declaram estar nessa faixa etária ou que o sistema estima serem menores de 18 anos (o que será o caso de muitos marmanjos que ainda não “cresceram”), serão direcionados de forma automática para essa versão, que traz mais ferramentas de aprendizado, filtros de conteúdo e controles parentais. A empresa também firmou parceria com a CodeAI para ajudar estudantes e educadores a entender melhor o uso de IA.

O foco pedagógico é um dos destaques da novidade. O Modo Estudo usa perguntas e orientações passo a passo para estimular a compreensão em vez de respostas prontas, e o sistema pode identificar quando um aluno tenta “atalhar” uma tarefa, redirecionando-o de volta ao modo de estudo. Há ainda quizzes, visualizações e uma configuração de “Horas de Estudo” que permite a pais ou aos próprios adolescentes definir horários em que o Modo Estudo fica sempre ativo. A OpenAI afirma ter desenvolvido essas ferramentas com os professores e os especialistas em educação, apoiando-se em pesquisas sobre aprendizagem ativa, e diz já ter observado ganhos de desempenho em testes iniciais.

A parceria com a CodeAI busca oferecer recursos para que os estudantes e os professores entendam como a IA funciona, saibam usá-la de forma crítica e identifiquem seus erros, com os docentes orientando o seu uso em sala de aula para tirar o melhor proveito da ferramenta. Do lado da segurança, a versão para adolescentes vem com algumas proteções ativadas por padrão, incluindo filtros adequados para os jovens desta idade que restringem conteúdos sobre automutilação, violência, transtornos alimentares, atividades perigosas e material explícito.

Pais com contas vinculadas podem configurar horários de silêncio, ajustar algumas definições e receber alertas em situações consideradas de alto risco, com destaque para a inclusão de notificações relacionadas a transtornos alimentares (embora a empresa afirme que limita o que é compartilhado). As diretrizes para menores de 18 anos também proíbem que o chatbot use linguagem romântica, estimule dependência emocional ou sugira ter sentimentos ou consciência (recursos que de qualquer forma, também deveriam estar disponíveis para os maiores de idade).

Por fim, o lançamento inclui avisos sobre envio de imagens sensíveis, um processo de integração pensado para adolescentes e opções de personalização, como cores de destaque e escolha de voz, sempre mantendo (segundo a OpenAI) uma distinção clara entre a ferramenta e uma pessoa. A empresa afirma basear essas proteções em pesquisas contínuas de segurança e consultoria de especialistas em desenvolvimento infantil, e passará a divulgar mais dados sobre avaliações específicas para menores de idade em seus “system cards”. Ainda não há uma data definida para a expansão do recurso a outras regiões, nem detalhes sobre como serão tratados casos de estimativa de idade incorreta.

Se ela vai ser “da hora” ou não, só o tempo (e um novo público) irá dizer… &;-D

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