Que tal, experimentar uma boa alternativa de suíte de escritório?

Que o Microsoft Office se tornou a suíte de escritório onipresente no mercado, isto já sabemos. Mesmo sendo um crítico ferrenho em relação à (baixa) qualidade dos softwares da Microsoft e das suas práticas monopolistas, reconheço (e admiro) a excelência proporcionada pela sua solução. Ainda assim, não deixo de buscar alternativas para se livrar das amarras promovidas pelos softwares proprietários, destacando-se o Google Workspace e mais recentemente, o OnlyOffice

“ONLYOFFICE has been putting out fairly consistent updates to its open source office suite. The previous release focused heavily on the PDF editor, adding new signature options, password-protected PDF editing, and a multipage view for documents. Since then, things got a little complicated for the project. Nextcloud and IONOS launched Euro-Office, a European fork of ONLYOFFICE, citing concerns about the project’s Russian development roots, lack of transparency, and resistance to outside contributions.”

— by IT’s FOSS.

O OnlyOffice Docs 9.4 foi lançado trazendo atualizações significativas em toda a sua suíte de escritório de código aberto, além de importantes mudanças estruturais e de licenciamento. O lançamento ocorre em um momento de tensões no ecossistema, logo após o surgimento do Euro-Office, uma bifurcação (fork) europeia do projeto criada pela Nextcloud e IONOS devido a preocupações com a transparência e as raízes de desenvolvimento russas do OnlyOffice.

Entre as principais novidades visuais e funcionais, o editor de planilhas agora conta com um modo de documento escuro dedicado, permitindo que a área de trabalho inteira fique escura para maior conforto visual. Já o editor de texto recebeu a adição de linhas horizontais para separação visual de seções, um recurso muito solicitado pelos usuários através das redes sociais.

A gestão de formulários e documentos também foi aprimorada para tornar o fluxo de trabalho mais ágil. Agora é possível atribuir destinatários específicos e acompanhar o status de preenchimento diretamente na interface, e o campo de assinatura passou a adotar por padrão a última imagem utilizada, evitando a busca constante pelo arquivo. Para as apresentações, foram inseridos 25 novos temas profissionais prontos e 20 transições inéditas de slides.

A versão comunitária voltada para auto-hospedagem passou por uma grande reformulação técnica, com o código deixando de ser minificado para facilitar a leitura. A arquitetura foi simplificada para rodar como um processo único, eliminando a necessidade de componentes como RabbitMQ ou bancos de dados externos, o que reduz o consumo de recursos do servidor. Além disso, o limite de 20 conexões simultâneas foi completamente removido.

Por fim, os termos de licenciamento sob a licença AGPLv3 foram atualizados para oferecer maior clareza em relação a atribuições, avisos de direitos autorais, marcação de versões modificadas e direitos de marca registrada. Embora os desenvolvedores não tenham declarado abertamente, a comunidade associa essa mudança diretamente à disputa com o Euro-Office sobre a possibilidade de remover condições adicionais da licença original.

Sim, continuo sendo fã e fiel ao LibreOffice. Mas, se ele não “se mexer”… &;-D

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